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Talentos pra além do ofício: Irineu Bueno compartilha seu hobby com fotos analógicas

E o mural de fotos maravilhosas que criou da família em sua sala de trabalho

SINFISCO: Antes de contar sobre como a fotografia surgiu em sua vida, conte como o advento da paternidade marcou o seu olhar sobre a vida

Irineu Bueno: A paternidade é um ato transformador, te faz repensar todos os seus conceitos e a ver o mundo sob outra ótica. Com a chegada da Maria Alice passei a trabalhar muito a empatia, justamente para me conectar com ela e poder viver este momento especial.

Daí que você começa a exercer isso a todo momento e se torna uma pessoa bem diferente do que era antes.

SINFISCO: Descreva como foi que a fotografia surgiu na sua vida

Irineu Bueno: Eu já gostava de fotografia, impressa ou no cinema, mas foi justamente com o nascimento dela que tudo mudou. Eu achei a coisa mais linda e queria guardar memórias, já que passa tão rápido. E com fotos eu poderia curtir mais os bons momentos. Decidi investir em mim.

SINFISCO: Porque a analógica?

Irineu Bueno: Quando comecei a estudar, analógica seria melhor para estudar os fundamentos e individualmente controlar cada técnica. Além disso, uma digital potencialmente faria muito do trabalho, o que acaba sendo uma muleta e lhe retira o esforço de fazer e pensar sozinho. Acho que valeu até agora.

SINFISCO: Para se especializar, onde buscou conhecimento? Fale sobre a ajuda de colegas e influências

Irineu Bueno: Comecei comprando uma Pentax K1000 do Jean, colega que tem fotografia como hobby, muito conhecimento e é praticamente um profissional. Ele me deu o primeiro curso e depois fui lendo tudo na internet.

Você encontra material escrito sobre cada tópico e tem muitos vídeos bacanas na internet com dicas rápidas e práticas, como o COOPH. Estou esperando liberar um horário à noite pra fazer um curso presencial, que deve trazer umas coisas legais.

Na Galeria Ouvidor e no Morsanni têm alguns bem indicados. Hoje, troquei para uma Nikon F3 e fico mais na área de retratos, por causa da Maria Alice, minha filha.

SINFISCO: E como foi que surgiu a ideia de criar o mural?

Irineu Bueno: Para saber onde acertei ou errei em cada foto, é preciso ampliar para ver os detalhes. Assim, imprimo as fotos tiradas para ver melhor. As melhores eu coloco num álbum. As que sobram e estão boas, eu coloco no mural pra rever de vez em quando e manter aquele incentivo no trabalho. Algo bem diferente de foto de celular que você tira e nem revê depois. Afinal, o amor é algo construído todos os dias.

 

SINFISCO: Comente sobre a aceitação e reação dos colegas que passam e vêem o mural

Irineu Bueno: A maioria gosta das fotos. Quem sempre tem reunião comigo até repara em fotos novas. Quem sabe um dia não consigo cobrar visitação?! (rs)

SINFISCO: Sobre a fotografia, onde pretende chegar com esse hobby?

Irineu Bueno: Pretendo desenvolver mais técnica, e depois adquirir uma câmera digital para outras finalidades (que são bem caras). Mas vai sempre ser focado no dia a dia da família. Gosto de retratos e cotidiano.

SINFISCO: E além do mural, você tem outro meio de expor suas imagens ou pretende criar um?

Irineu Bueno: Só o mural mesmo. Fiquei de criar um Instagram, mas eu acho que me tomaria muito tempo e exporia muito minha filha. Ainda não decidi.

SINFISCO: Para finalizar, deixe uma mensagem para quem gosta de fotos e gostaria de ter um hobby

Irineu Bueno: Para quem gosta de fotografia analógica, o Jean criou um grupo no WhatsApp específico de pessoas que trabalham ou curtem essa área. Só falar conosco que incluímos.

Sugiro procurar material na internet que tem muita coisa e participar de grupos, eles têm dicas bacanas e acabam catapultando o conhecimento. Além de incentivar e conhecer pessoas novas, o que é ótimo para interação social.

 

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