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A busca pela igualdade da mulher: história e ações

O Dia Internacional da Ação pela Igualdade da Mulher é celebrado no dia 6 de setembro, e tem por objetivo lembrar e conscientizar sobre a importância da igualdade da mulher na sociedade. A Luta pela igualdade feminina é um assunto que está em debate há muito tempo.

 

A história da busca pela igualdade da mulher 

 

Desde o século 18 a mulher começou a buscar o direito a voto na Inglaterra, em 1792 Mary Wollstonecraft escreveu um dos grandes clássicos da literatura feminista – A Vindication of the Rights of Woman (A Reivindicação dos Direitos da Mulher) – onde defendia uma educação para meninas que aproveitasse seu potencial humano, a partir dai as mulheres lutam pelo direito a igualdade, inicialmente, para ter os direitos democráticos e civis, tendo alcançado conquistas importantes, como o voto. 

Já no século 20, a luta das mulheres passou a ser pela igualdade feminina no trabalho, obtendo o direito a trabalhar e ter a sua independência. Em 1945, a igualdade de direitos entre homens e mulheres é reconhecida em documento internacional, através da Carta das Nações Unidas.

Em 1975, na Argentina, reconhecendo a gravidade da situação da mulher no mundo, a Assembleia Geral da ONU proclamou que esse ano seria o Ano Internacional da Mulher. A ONU promoveu a I Conferência Mundial sobre a Mulher, na Cidade do México. E em 1985, foi criado o Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para a Mulher (Unifem).

Para reforçar as ações pela igualdade da mulher, em julho de 2010, a Assembleia Geral da ONU criou a ONU Mulheres, a Entidade das Nações Unidas para a Igualdade de Gênero e o Empoderamento das Mulheres.

A criação da ONU Mulheres surgiu como parte da agenda de reforma das Nações Unidas, reunindo recursos e mandatos para gerar mais impacto. O trabalho da entidade acontece por meio da junção das atividades realizadas pelos programas voltados para a mulher:

  • Divisão para o Avanço das Mulheres (DAW)
  • Instituto Internacional de Pesquisas e Capacitação para o Progresso da Mulher (INSTRAW)
  • Escritório de Assessoria Especial para Questões de Gênero e Promoção da Mulher (OSAGI)
  • Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para a Mulher (UNIFEM)

 

A igualdade da mulher no mercado de trabalho é um direito

 

Por meio de ações e conquistas como as citadas acima, as conquistas da mulher na sociedade estão mais abrangentes. Porém, apesar de terem conseguido um espaço muito maior, as mulheres ainda lutam para conseguir melhoras nas condições de trabalho. De acordo com os dados divulgados pelo IBGE,  40% das mulheres ainda têm salários menores que seus companheiros de trabalho.

Essa é uma luta que vem desde 1951, quando a Organização Internacional do Trabalho realizou uma conferência geral em Genebra, com o objetivo de estabelecer medidas que levassem a uma melhora nas condições de igualdade do trabalho para homens e mulheres.

Nessa conferência, foram elaborados vários artigos que deveriam reger as relações trabalhistas no mundo, tendo como principal atuação a definição clara de ações para evitar a desigualdade entre homens e mulheres no trabalho – por exemplo, estabelecendo que não deva haver descriminação por sexo e que as remunerações devem ser equiparadas e de acordo com a função desenvolvida.

 

A igualdade da mulher na auditoria tributária

 

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Marta Starling,auditora fiscal de tributos, ex integrante da diretoria do Sinfisco.

No Sinfisco, nossa história foi construida por mulheres fortes, muitas vezes presidindo o sindicato, e nós conversamos com mulheres da categoria, para saber sobre a importância da participação feminina na auditoria fiscal e suas percepções sobre as conquistas diárias das mulheres, em busca de igualdade em todos os âmbitos de suas vidas.

Marta Starling, auditora fiscal, conta que não enfrentou nenhuma barreira ao ingressar na profissão. “Quando prestei concurso, há vinte e oito anos atrás, ingressaram muitas mulheres. O quantitativo foi mais expressivo que o do último concurso realizado. Na época, eram os homens, em sua grande maioria, os ocupantes de cargos gerenciais. De lá para cá, houve muitas mudanças”, lembra Marta.

Miriam Margareth, auditora fiscal de tributos, vice presidente do Sinfisco.
Miriam Margareth, auditora fiscal de tributos, vice presidente do Sinfisco.

Ainda de acordo com ela as auditoras passaram a participar mais da gestão tributária, tomando consciência de suas prioridades: “é importante estar mais presente, não só no seio familiar, mas no seu trabalho, na construção de sua carreira e no crescimento e fortalecimento de sua categoria profissional”, conclui Marta.

A auditora, Miriam Margareth, destaca como são importantes ações para levarem as pessoas a refletir sobre o equilíbrio social. “Embora a capacidade e competência das mulheres já tenham sido demonstradas das mais diversas formas, elas ainda sofrem com todo tipo de preconceito e discriminação. Esteios da sociedade, as mulheres precisam garantir que lugar de mulher é em todo

lugar, com direito ao mesmo respeito e à mesma remuneração garantida ao sexo oposto”.

Assista abaixo, matéria produzida pela TV Caldas sobre a busca pela igualdade da mulher na sociedade

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