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Dia Nacional da Luta pelo Emprego e Contra o Corte de Direitos

Nesta terça-feira (16), Dia Nacional da Luta pelo Emprego e Contra o Corte de Direito, reunirá trabalhadores de todo o país em um Ato Público unificado, conclamado pelas centrais sindicais CUT, Força Sindical, UGT, CTB, NCST e CSB. Em Belo Horizonte, a mobilização acontecerá na Praça Afonso Arinos, no Centro de BH.

A mobilização surge no contexto de luta contra a votação do PL 257, que renegocia a dívida dos estados e municípios em relação à União e enfraquece o Funcionalismo Público e prejudica diretamente os servidores. Na convocatória feita pelas centrais, após a Assembleia Nacional dos Trabalhadores do último dia 26 de julho, em São Paulo, são destacas a adoção das seguintes medidas de combate ao desemprego:

  • Redução da taxa de juros que viabilize a retomada do crescimento industrial;
  • Redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais, sem redução de salários;
  • Retomada do investimento público e privado em infraestrutura produtiva, social e urbana, ampliando os instrumentos para financiá-la; 
  • Retomada e ampliação dos investimentos no setor de energia, como petróleo, gás e fontes alternativas renováveis, em especial a Petrobrás e o Pré-Sal;
  • Destravamento do setor de construção, através de instrumentos institucionais adequados, que garantam a manutenção das atividades produtivas e dos empregos nas empresas do setor;
  • Criação de condições para o aumento e manutenção da produção e das exportações da indústria de transformação;
  • Adoção e aprofundamento de políticas que deem sustentação ao setor produtivo, de adensamento das cadeias e reindustrialização do país, com contrapartidas sociais e ambientais;
  • Incentivos às políticas de fortalecimento do mercado interno para incrementar os níveis de produção, consumo, emprego, renda e inclusão social.

 

A luta pelo emprego 

No último trimestre, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, a taxa de desemprego no país ficou em 11,2%, atingindo uma população de 11,4 milhões de pessoas – 1,1 milhão de pessoas a mais do que o trimestre encerrado em fevereiro e 3,3 milhões de pessoas a mais em relação ao trimestre encerrado em maio do ano passado.

Todos os setores estão sofrendo com a crise econômica do país, o setor público não está salvo. A tramitação do PLP257/2016, que renegocia a dívida dos estados e municípios à custa da destruição dos Serviços Públicos Brasileiro, está correndo em regime de urgência na Câmara Federal. Na semana passada foram aprovadas emendas e um substitutivo que minimizam, mas não eliminam os impactos nefastos que o PLP 257 pode causar aos serviços e servidores públicos de todo o país.

 “Temos que continuar pressionando e mobilizando. No dia 16/08, os servidores públicos de vários segmentos estarão nas ruas de BH lutando pela preservação de seus direitos, como a recomposição salarial de perdas inflacionárias, contra o congelamento das carreiras e contra a completa precarização dos Serviços Públicos”, convoca Ilva Maria, coordenadora da Frente Mineira de defesa dos Serviços Públicos.

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