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SITESEMG promove debate sobre assédio moral no trabalho

Assédio Moral no Trabalho em contexto sindical foi tema do evento: “Roda de conversa: Assédio moral em entidades sindicais”, organizado pelo Sindicato dos Trabalhadores em Entidades Sindicais do Estado de Minas Gerais (SITESEMG), na última quinta-feira (12).

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A roda de conversa foi mediada pelo psicólogo Arthur Lobato, que integra a equipe de Margarida Barreto – psicóloga especialista no assunto com palestras e participações por todo o Brasil – e reuniu dezenas de trabalhadores e dirigentes, além de estudantes, no auditório Helena Greco, em Belo Horizonte.

Durante cerca de duas horas, trabalhadores relataram temas como:

  • Situações de isolamento;
  • Desvalorização pessoal e profissional;
  • Carga de trabalho excessiva.

Após o momento de desabafos, os participantes foram orientados sobre como agir perante os assédios. Arthur Lobato ressalta que a melhor maneira de enfrentar o assédio é, em primeiro lugar, reconhecer que o problema existe e tratá-lo com franqueza.

“Também é fundamental denunciar aos sindicatos, Superintendência Regional do Trabalho e Ministério Público do Trabalho; exigir que o ambiente de trabalho seja fiscalizado; e incentivar a pesquisa por parte dos órgãos de saúde do trabalhador e universidades”, acrescenta.

 Assédio Moral no trabalho e os danos 

O assédio moral no trabalho é resultado de situações que se repetem ao longo do tempo, como um dano moral prolongado, e dependendo da reação do indivíduo, podem resultar em danos irreversíveis à saúde.

Suas causas estão associadas, na maioria das vezes, à adoção de um modelo de gestão e organização do trabalho próprio das empresas de capital privado, que se reproduz nas entidades sindicais, sobretudo em grandes empregadoras que resultaram da expansão do setor de serviços.

No evento, o psicólogo compartilhou ter observado a diferença entre assédio e dano moral: “o principal sintoma do assédio é o choro. É importante observar se o colega reage dessa maneira”, orientou Lobato, que também recomenda o apoio das famílias às vítimas como maneira de fortalecer as emoções da vítima durante as situações de assédio.

PARA ENTENDER MELHOR O ASSÉDIO MORAL NO TRABALHO ASSISTA A ENTREVISTA DE FERNANDO RIOS NETO, DESEMBARGADOR DO TRT DE MINAS GERAIS , AO BOM DIA MINAS:

 

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