Os dois últimos recursos especiais impetrados pelos acusados da Chacina de Unaí, que impediam o retorno do processo principal à Vara Federal de Belo Horizonte, foram julgados no dia 16/12 pelo Superior Tribunal de Justiça - STJ. Agora o processo principal, que se encontra no TRF da 1ª Região, poderá retornar a Belo Horizonte, onde será realizado o julgamento, pelo Tribunal do Júri.
O recurso julgado pela Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça – STJ, sob a relatoria do ministro Jorge Mussi, negou, por unanimidade, provimento aos recursos impetrados por Hugo Alves Pimenta - empresário cerealista, que é acusado de ser o mandante dos assassinatos dos AFTs e do motorista- e José Alberto de Castro - suspeito de ter intermediado a contratação dos pistoleiros, a pedido do amigo Hugo Pimenta.
“O julgamento dos recursos, certamente, simplificou o andamento e o fato de terem sido indeferidos por unanimidade demonstrou a correição da atuação da Justiça Federal em Belo Horizonte e do TRF da 1ª Região”, avaliou o procurador Federal que acompanha o caso, em Minas Gerais, Edmundo Neto. Para ele, o julgamento dá uma resposta não somente às famílias e aos Auditores Fiscais do trabalho, mas sobretudo, a toda a sociedade a quem as vítimas serviam no cumprimento de seu dever. “A definição de uma data para o julgamento, em tese, atende aos interesses dos próprios executores do crime, que são os únicos que estão presos”, declarou Edmundo.
Na Chacina de Unaí, foram assassinados os três Auditores Fiscais do Trabalho, Nelson José da Silva, Eratóstenes de Almeida Gonsalves, João Batista Soares Lage; e o motorista do Ministério do Trabalho e Emprego, Ailton Pereira de Oliveira. O crime ocorreu em 28 de janeiro de 2004, na zona rural do município de Unaí (MG), quando a equipe participava de uma operação de rotina em fazendas da região.
Nove pessoas foram indiciadas, sendo que cinco estão presas e quatro aguardam o julgamento em liberdade.
Fonte: Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho



