Após reunião com o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, confirmou que o governo vai cortar R$ 10 bilhões em despesas federais, algo equivalente a 0,3% do Produto Interno Bruto (PIB).
"É a primeira vez que o governo faz um segundo contingenciamento. O normal e bloquear no início do ano e depois fazer liberações", ponderou Bernardo.
A exemplo do que sinalizou Mantega, mais cedo, Bernardo também disse que a redução em gastos de custeio da máquina pública é uma forma do governo contribuir para retirar estímulos inflacionários.
"É importante ajudar também com a política fiscal", disse o ministro do Planejamento, numa referência ao fato do Banco Central (BC) ter elevado a taxa básica de juros Selic em 0,75 ponto percentual, para 9,25% ao ano há duas semanas, como medida para tentar abater a inflação.
Bernardo não deu as áreas dos cortes. Disse que vai reunir-se com cada ministro para definir o tamanho da redução orçamentária. Ele também afirmou que projetos prioritários do governo como obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e programas sociais como o Bolsa Família, ficam de fora do bloqueio de recursos.
Mantega lembrou que, em março, o governo tinha anunciado um contingenciamento de R$ 21,8 bilhões. Somando-se ao novo corte, segundo ele se chegará a um contingenciamento da ordem de 1% do PIB.
"Achamos que R$ 10 bilhões é uma soma suficiente para ter efeito de reduzir a demanda do governo, para que a economia não cresça mais do que o sustentável", disse o ministro da Fazenda.
Fonte: Valor on line



