O governo da França vai introduzir um imposto extra de 3% para rendas anuais acima de 500 mil euros (mais de R$ 1 milhão), após dezesseis executivos, incluindo a mulher mais rica do país, a herdeira da L'Oreal, Liliane Bettencourt, terem divulgado uma carta aberta, intitulada “tributem-nos”, no site da revista francesa Le Nouvel Observateur.
No documento, eles se oferecem para pagar o novo tributo - "Nós, os presidentes e líderes da indústria, empresários e empresárias, banqueiros e cidadãos ricos, gostaríamos que as pessoas mais ricas tivessem que pagar uma contribuição especial" - e admitem que se beneficiavam do sistema francês - "quando as finanças públicas e as perspectivas de piora na dívida estatal ameaçam o futuro da França e da Europa e quando o governo pede solidariedade a todos, nos parece necessário contribuir".
O novo imposto é parte de um pacote de medidas para tentar cortar o deficit do país em 12 bilhões de euros (cerca de R$ 27 bilhões) num período de dois anos.
Ao anunciá-lo, o primeiro-ministro francês, François Fillon, afirmou que ele será aplicado até que a França reduza seu deficit orçamentário e volte ao limite determinado pela União Europeia, de 3% do PIB do país, algo que deve ocorrer em 2013.
O país planeja cortar seu deficit público para 5,7% do PIB em 2011 e para 4,6% em 2012, até chegar a 3% em 2013. Fillon também anunciou na quarta-feira (24/08) uma diminuição em sua previsão de crescimento econômico para a França em 2012, que será de 1,75%, em comparação à previsão anterior de 2,25%. Além disso, o governo do país reduziu ainda a previsão de crescimento já em 2011, de 2% para 1,75%.



